20071115

A Téspis Cia. de Teatro foi fundada em dezembro de 1993, na cidade de Itajaí, (SC), com o objetivo de estudar o fazer teatral e aplicar tais estudos na montagem de espetáculos.

Para a companhia, o teatro é uma forma de entender (se) (n)o mundo. Realizar trabalhos e discussões que levantem questões acerca do mundo contemporâneo e dialoguem com ele através de obras de arte que reflitam uma forma de ver, agir e pensar; no sentido de contribuir com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Apesar da maioria de seus membros possuírem formação acadêmica nas áreas de Letras, Jornalismo, Comércio Exterior e Audiovisual, suas formações na área teatral são autodidatas. Para tanto, participaram de oficinas de formação com diversos profissionais brasileiros, argentinos, uruguaios, italianos e dinamarqueses.

A partir de 1997 passaram a participar de vários seminários ministrados pela Periplo Compañia Teatral (Buenos Aires - Argentina), tendo inclusive realizado um estágio de três meses no El Astrolábio Teatro (seu centro de trabalho), que culminou na montagem do espetáculo “Bodas... (um ato cotidiano)”.

Além desse trabalho, que teve dramaturgia construída durante o processo,  conta também em sua bagagem com os seguintes espetáculos montados para o público adulto: Quarto de Despejo - o diário de uma favelada (a partir do livro de Carolina Maria de Jesus), Medéia (adaptação da tragédia de Eurípedes), A Ingênua (adaptação do texto “El Despojamiento” de Griselda Gambaro), Pequeno Inventário de Impropriedades e Meteoros (de Max Reinert) e Esse Corpo Meu? (dramaturgia colaborativa criada durante o processo, com inserções de textos de Max Reinert).

Desde sua fundação, a companhia sempre trabalhou com adaptações e/ou adequações de textos clássicos para suas necessidades. A partir de 2009, decidiu trabalhar com a criação de dramaturgia própria, apostando na criação de um trabalho autoral que privilegie a construção de uma identidade singular. Para tanto, o diretor artístico da Companhia, Max Reinert, frequentou durante 04 anos, o Núcleo de Dramaturgia Sesi - Teatro Guaíra, em Curitiba, sob a coordenação de Roberto Alvim, e desde então passou a assinar a dramaturgia dos espetáculos criados pela Téspis.

A Téspis também possui, desde sua fundação, uma pesquisa sobre teatro de formas animadas, que utiliza nas montagens de seus espetáculos para crianças; tendo montado até o presente momento: Menino Navegador (adaptação do texto “A Viagem de um Barquinho” de Illo Krugli), O Contador de Histórias (a partir de textos de Memélia de Carvalho, Ruth Rocha, entre outros), Um Circo Cheio de Lua (Memélia de Carvalho), Histórias de um Rei Tirano (a partir do texto “Sapo Vira Rei Vira Sapo” de Ruth Rocha), O Pequeno Planeta Perdido (a partir do texto homônimo de Ziraldo), Era Uma Vez... Eram Duas... Eram Três (remontagem de “O Contador de Histórias”), A História do Homem que se Transformou em Cachorro (adaptação do texto “Histórias Para Serem Contadas” do argentino Osvaldo Dragun), Lili reinventa Quintana (a partir do livro “Lili Inventa o Mundo” de Mario Quintana) e Um, Dois, Três: Alice! (a partir de “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll).

Nesses anos de trajetória a Téspis montou espetáculos, realizou uma série de trabalhos institucionais e dirigiu produções para outros grupos teatrais e musicais. Com estes espetáculos, além de temporadas e circuitos, a Téspis participou de vários festivais nacionais e internacionais no Brasil e exterior, levando seus espetáculos a teatros, escolas, centros comunitários e outros espaços.

Já se apresentou em Portugal, Venezuela, Chile, Paraguai e Argentina, conquistando mais de quarenta prêmios dentre outras inúmeras indicações.

A Téspis desenvolve ainda um trabalho de formação de atores, ministrando oficinas para crianças, jovens e adultos. Em Itajaí, mantém um curso de teatro permanente há mais de 15 anos, por onde já passaram mais de três mil alunos. Destes cursos nasceu a Cia. de Atores Mirins, que trabalhou com a produção teatral durante 05 anos na cidade de Itajaí, tendo montado inclusive “Esperando Godot” de Samuel Beckett. No momento, a Téspis orienta o GET - Grupo de Estudos Teatrais, que é um projeto de formação aprofundada para jovens, em parceria com a Fundação Cultural de Itajaí, que teve como resultado a montagem do espetáculo Sobre o Tempo, cumprindo temporada na Casa da Cultura Dide Brandão.

Além da parceria com a Fundação Cultural de Itajaí através de convênios e editais, a Téspis tem recebido patrocínio (via lei de fomento) da Brasfrigo S.A., nos último dois anos, e já foi premiada inúmeras vezes com editais como Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura (2009 e 2013); Edital Myriam Muniz, concedido pela Funarte (2006 e 2007), Edital Iberescena – fundo intergovernamental de apoio à dança, teatro e circo (2012), entre outros.

A Téspis Cia. de Teatro recebeu patrocínio da Petrobrás nos anos de 2001 e 2002 para a realização do projeto Mostra Itajaiense de Teatro e Mostra Internacional de Teatro de Grupo e realizou também um projeto, através da contratação da unidade de negócios de Itajaí no ano de 2001, que consistia na montagem e apresentação em diversas escolas da região (Itajaí, São Francisco do Sul e São Pedro Alcântara), de uma peça de teatro de bonecos, que abordava a questão dos “Oleodutos”. Para 2015 foi selecionada no Edital Petrobras Socioambiental - Comunidades com o projeto Reciclando com Arte, com o qual irá realizar 84 apresentações teatrais e oficinas de formação na cidade de Itajaí.

Hoje, a companhia mantém seu repertório apresentando os espetáculos Pequeno Inventário de Impropriedades, Meteoros, Um, Dois, Três: Alice! e Esse Corpo Meu?, além de ministrar oficinas de formação e trabalhar em parceria, na direção e orientação de trabalhos para outros grupos.

2 comentários:

Juarez rezende araujo disse...

o tespis não mudou para floripa?

Téspis Cia. de Teatro disse...

Olá Juarez.
Não, a Téspis não mudou para Floripa. A Cia. sempre foi sediada, inclusive juridicamente, na cidade de Itajaí.
Você deve ter se confundido porque nosso diretor artístico reside em Florianópolis.... assim como também temos colaboradores que moram naquela cidade.
Acreditamos que esses limites geográficos não têm nada a ver com a arte.
Aliás, é incrível que em mundo tão globalizado, ainda exista espaço para tanta xenofobia em nossas cidades.